QUEM SOMOS
Somos um movimento de cidadãs e cidadãos individuais, comerciantes e organizações da sociedade civil, independente de qualquer filiação partidária ou religiosa. Somos pessoas ligadas à Praça Martim Moniz porque, de alguma forma, ela faz parte das nossas vidas. Somos pessoas ligadas à cidade de Lisboa, empenhadas em viver num mundo mais saudável e sustentável.
O QUE NÃO QUEREMOS
Não queremos que avance o projecto pré-aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), designado Martim Moniz Market (na continuidade do Mercado de Fusão), que consiste num núcleo comercial com cerca de quarenta lojas, a ocupar toda a área central da Praça Martim Moniz, concessionado a uma empresa privada. Não queremos que se adie, uma vez mais, a oportunidade para se auscultar a comunidade e criar um espaço que responda aos anseios e às necessidades de quem vive, trabalha ou visita a zona do Martim Moniz. Não queremos que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) delegue as políticas de cidade a entidades comerciais.
COMO QUEREMOS
Queremos um processo transparente e aberto, que integre várias propostas e as melhores ideias, assente num diagnóstico participado com ampla auscultação cívica. Queremos uma abordagem sustentável a longo prazo em todas as dimensões: social, económica, ecológica e humana.
O QUE QUEREMOS
Queremos que a Praça Martim Moniz se transforme numa zona verde de referência em Lisboa. Um espaço público concebido para um efectivo usufruto pela comunidade local, residente, trabalhadora e visitante. Um jardim com sombras e mobiliário adequados, bem como infra-estruturas de lazer e recreio que fomentem estilos de vida saudáveis, nomeadamente um parque infantil e equipamentos de exercício físico. Um espaço público, sereno, funcional, inclusivo e sustentável.
PORQUE QUEREMOS
Porque sentimos a necessidade premente de um espaço verde onde possamos sentar-nos confortavelmente conversando, lendo ou tomando merendas próprias, ou simplesmente estando em silêncio, sendo que no eixo Tejo-Alameda não existe nenhum outro espaço que reúna essas condições. Porque a pressão urbanística e sonora a que a cidade e os seus habitantes têm sido sujeitos, de forma tão repentina, é prejudicial à nossa saúde física e mental, sendo os seus efeitos nocivos amplamente conhecidos. Porque nesta zona da cidade não existem espaços verdes [1] e a população sente falta destes equipamentos [2]. Porque a Praça Martim Moniz é um dos espaços públicos mais importantes da estrutura urbana de Lisboa, envolvendo múltiplos bairros do centro histórico, interligando a Baixa com o centro e o norte da cidade e com uma população que importa manter e ouvir. Uma Praça com uma história difícil, bem reflectida na sua fragmentada evolução, mas que continua a reunir um enorme potencial face ao que se pretende que Lisboa venha a ser no futuro.